segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Desportos olímpicos XX – Atletismo (Lançamentos – disco)

Esta prova consiste em lançar um disco o mais longe possível.
O disco é de metal e tem a forma de um círculo com um diâmetro de 22 cm. Na prova masculina, o disco mede entre 219 e 221 mm de diâmetro e de 44 a 46 mm de espessura e pesa 2 kg. Na prova feminina, mede entre 180 e 182 mm de diâmetro e de 37 a 39 mm de espessura, e pesa 1 kg.
Para lançar o atleta segura o disco plano contra os dedos da mão e o antebraço do lado do lançamento. Depois gira sobre si mesmo e lança o disco estendendo o braço.
Para melhorar a aderência é permitido o uso de uma substância adequada nas mãos.
Os lançamentos, para serem considerados válidos, terão de cair entre duas linhas que se estende para fora do circulo de lançamento, formando um ângulo de 90º.
Quando o atleta entra no círculo para iniciar o lançamento não o poderá abandonar até o disco, após o lançamento, tocar o solo. Caso contrário o lançamento será considerado nulo.
Os lançamentos são medidos a partir do ponto onde o disco toca no solo até a uma recta interna ao círculo, que o divide.
Cada atleta efectua três lançamentos e aqueles, que de acordo com as marcas efectuadas, passem à final executarão mais três lançamentos.
O Lançamento do disco tem origem na antiga Grécia e faz parte dos Jogos Olímpicos desde 708 a.C. Foi incluído, desde logo, na primeira edição dos jogos da era moderna, sendo o seu primeiro vencedor Robert Garret. A prova feminina foi incluída nos Jogos de 1928, em Amesterdão, tendo a prova sido ganha pela polaca Halina Konopacka.
O recordista mundial masculino é Jürgen Schult, com 74,08 metros enquanto a recordista feminina é Gabriele Reinsch com 76,80 metros. Ambos os atletas pertenciam à antiga República Democrática da Alemanha.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


domingo, 13 de dezembro de 2009


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Desportos olímpicos XIX – Atletismo (Lançamentos - peso)

Foto:www.olympic.org

O principal objectivo no lançamento do peso é o de arremessar o mais longe possível uma sólida bola de metal de 7,26 Kg e 12 cm de diâmetro, para o homens, ou de 4 Kg e um pouco menor, no caso das mulheres. O arremesso é feito a partir de um círculo de 2.1 metro de diâmetro, o qual não deverá ser ultrapassado o que a acontecer anulará a tentativa.
Para a execução do lançamento o atleta coloca o peso sob o queixo e semi-agachado desloca-se, ou rodopia sobre uma das pernas, de forma a adquirir força e velocidade para libertar o peso. Quando chega ao lado oposto do círculo estica o braço e empurra o peso na direcção certa.
A medição da distância obtida é feira a partir da parte interna da circunferência, na zona do lançamento, até à zona de impacto do peso, sendo os concorrentes classificados por ordem do seu melhor arremesso.
O lançamento do peso parece ter a sua origem nos Highland Games, um evento desportivo praticado durante muitos séculos na Escócia. Nestes evento havia o arremesso da pedra, sendo, nestes jogos, um cubo arredondado de pedra ou metal de peso considerável.
O lançamento do peso faz parte dos Jogos Olímpicos modernos desde a sua primeira edição (Atenas – 1896), tendo sido o seu primeiro campeão Robert Garret dos Estado Unidos da América. A primeira vez que se disputou o lançamento do peso para senhoras aconteceu nos jogos de 1948, tendo a competição sido ganha pela francesa Micheline Ostermeyer.
Os actuais recordistas mundiais são Randy Barnes, dos Estado Unidos da América, com 23,12 metros, em masculinos e da soviética Natalya Lisovskaya, em femininos, com 22,63 metros.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Desportos olímpicos XVIII – Atletismo (Saltos - triplo)


O principal objectivo do triplo salto é o de atingir a máxima distância numa série de três saltos sucessivos e que terminam com a queda numa caixa de areia. O saltador inicia com uma corrida de impulso e começa com o contacto da perna de impulsão a tocar o solo, ao que se segue uma pequena flexão da perna de impulsão e nesse momento essa perna sofre grande pressão (até cerca de seis vezes o peso do atleta). A “chamada” é feita com um movimento onde o saltador faz um movimento brusco com a perna para trás e para cima, de forma a reduzir a perda de velocidade horizontal. Atingida a fase de vôo o atleta tenta corrigir o equilíbrio através da rotação horizontal dos braços.
O triplo salto integra os Jogos Olímpicos desde a sua primeira edição em 1896, sendo que o primeiro campeão foi o americano James Connolly. A prova feminina estreou-se nos jogos em Atalanta em 1996, tendo sido vencedora a ucraniana Inessa Kravets.Os actuais recordistas mundiais são Jonathan Edwards, do Reino Unido, com 18.29 metros e a ucraniana Inessa Kravets com 15.50 metros.Portugal conta, actualmente, com um dos melhores atletas mundiais (Nelson Évora) que se sagrou em 2007 campeão mundial e em 2008 campeão olímpico, sendo que nos mundiais de Berlim em 2009 foi vice-campeão.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Desportos olímpicos XVII – Atletismo (Saltos - comprimento)


O salto em comprimento apareceu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos antigos e fazia parte do pentatlo. Naquela época os atletas saltavam com halteres nas mãos, para ajudar no balanço. Chionis de Esparta foi o atleta mais bem sucedido dos Jogos Olímpicos antigos e ficou famoso pelo seu salto de 7.05 m.
O salto em comprimento esteve presente em todas as edições dos Jogos Olímpicos da era moderna, sendo que o seu primeiro campeão foi o americano Ellery Clark, que venceu a prova com um salto de 6.35 metros.
A prova feminina teve a sua primeira aparição olímpica nos Jogos de 1948 e a primeira vencedora foi Olga Gyarmati da Hungria.
Desde Atenas 1896 até hoje, o recorde de salto em comprimento evoluiu bastante. Em 1896, o recorde era de 6,35 metros, sendo que hoje é de 8,95 metros, pertencendo a Mike Powell, dos Estados Unidos da América, reflectindo a evolução da táctica de salto dos competidores.
O recorde do mundo de salto em comprimento pertenceu a Bob Beamon (EUA) durante 23 anos, com a marca de 8.90 m, obtida nos Jogos Olímpicos de 1968, realizados no México. O salto foi obtido em altitude, com 2 m/s de vento traseiro e foi superado apenas em 1991, por Mike Powell.
O recorde feminino pertence a Galina Chistyakova, da União Soviética, com 7.52m, tendo sido obtido em 1988.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Desportos olímpicos XVI – Atletismo (Saltos – Salto com vara)

Imagem do Sitio do COI
O salto com vara teve origem no Continente Europeu, quando para cruzar os canais de água os homens utilizava varas, embora o objectivo naquela altura fosse o de chegar mais longe e não mais alto, embora dados históricos nos reportem a competições já na antiga Grécia.
As modernas competições de salto com vara apareceram nas Universidades no final do Século XIX e naqueles tempos os saltadores usavam varas de bambu com uma ponta afiada. As competições decorriam sobre relva, fixando a ponta afiada no solo (não eram permitidos buracos), saltando sobre a vara e caindo na relva.
Actualmente as varas são feitas de fibra de carbono ou fibra de viro, sendo que estas mudanças permitiram a diminuição do peso da vara e uma maior flexibilidade desta, reflectindo-se no avanço dos recordes estabelecidos.
Outra melhoria introduzida foi a da área de recepção. Até à década de 60, os atletas eram obrigados a cair numa em areia dura, o que originava muitas lesões e falta de confiança. Hoje, os atletas caem em colchões macios, o que também propiciou a sua evolução.
Nos Jogos Olímpicos de 1986 o recorde estabelecido foi de 3,20 metros, sendo somente uma competição destinada aos homens. A abertura às mulheres aconteceu somente nos Jogos de 2000.
Sergie Bubka, da Ucrânia é o actual recordista mundial com 6,14 metros, estabelecidos em 31 de Julho de 1994.Em femininos a recordista mundial é a russa Yelena Isinbayeva, com 5,06 m, estabelecidos em Zurique em 28 de Agosto de 2009 e ainda a aguardar homologação por parte da IAAF.